NETFLIX
UNTOLD: O REI EM XEQUE
Documentário / EUA
Classificação indicativa: 10 anos
Direção / Produção: Chapman Way e Maclain Way
Elenco: Magnus Carlsen, Hans Niemann, Hikaru Nakamura, Erik Allebest e Danny Rensch
A aguardada estreia de “UNTOLD: O Rei em Xeque” adiciona mais um capítulo à aclamada série de documentários esportivos da Netflix, mergulhando de cabeça em uma das controvérsias mais explosivas da história recente do xadrez mundial. O filme resgata o infame escândalo de 2022 envolvendo os Grandes Mestres Magnus Carlsen e Hans Niemann, uma saga que transcendeu os limites do tabuleiro e dominou as manchetes globais com acusações de trapaça e disputas judiciais. Ao invés de focar apenas na aridez técnica do esporte, a produção constrói uma narrativa vibrante focada na tensão psicológica e nos bastidores altamente competitivos da elite do xadrez, mostrando como o orgulho, a genialidade e a suspeita podem colidir de forma destrutiva.
O grande trunfo da obra reside na sua capacidade de dialogar tanto com especialistas no jogo quanto com o público casual, amparado por um formato ágil e acesso direto aos protagonistas do drama. Com depoimentos francos e muitas vezes divergentes dos próprios Carlsen e Niemann, além de comentários incisivos de astros como Hikaru Nakamura, o documentário evita o caminho fácil de simplesmente apontar um vilão definitivo, permitindo que a paranoia e as evidências da época falem por si mesmas. Trata-se de um registro brilhante e instigante sobre o custo mental e a obsessão no xadrez de alto nível, firmando-se como uma adição obrigatória ao catálogo de documentários da plataforma.
CONFIE EM MIM: O FALSO PROFETA – 1ª temporada
Documentário / EUA
Classificação indicativa: 16 anos
Direção / Produção: Rachel Dretzin
PARTICIPANTES: Christine Marie (especialista em seitas) e Tolga Katas (cinegrafista e marido de Christine)
Confie em Mim: O Falso Profeta chega à Netflix como uma das produções documentais mais perturbadoras e relevantes do ano. A diretora Rachel Dretzin, vencedora dos prêmios Emmy e Peabody, retorna ao universo da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias — que ela já havia explorado em Rezar e Obedecer (2022) — desta vez acompanhando a ascensão de Samuel Bateman, líder sectário que se autoproclamou sucessor de Warren Jeffs após o encarceramento deste. A força da série está em sua perspectiva imersiva: em vez de reconstituir os fatos à distância, a narrativa parte de dentro, através dos olhos da especialista em seitas Christine Marie e de seu marido, o cinegrafista Tolga Katas, que se infiltraram no círculo íntimo de Bateman em Short Creek, Utah.
O material bruto captado pelo casal durante a investigação transforma a série em algo raro no true crime: um documento em tempo real, tenso e de alto risco humano. As revelações sobre os mecanismos de controle, abuso e manipulação religiosa exercidos por Bateman — que foi condenado a 50 anos de prisão — ganham ainda mais peso pelos depoimentos diretos das mulheres que tiveram a coragem de denunciá-lo. Sem sensacionalismo, a produção expõe como a fé pode ser sequestrada por líderes predatórios em comunidades vulneráveis e isoladas.
HBO MAX
HACKS – 5ª TEMPORADA
Comédia Drama / EUA
Classificação indicativa: 14 anos
Direção: Lucia Aniello (Diretora principal e produtora)
Elenco: Jean Smart (Deborah Vance), Hannah Einbinder (Ava Daniels), Carl Clemons-Hopkins (Marcus), Paul W. Downs (Jimmy) e Megan Stalter (Kayla)
A quinta temporada de “Hacks”, que estreia em 9 de abril de 2026 na Max, consolida a série como um dos pilares da comédia moderna ao equilibrar, com maestria, o cinismo da indústria do entretenimento e a vulnerabilidade de suas protagonistas. Após os eventos transformadores da quarta temporada, o novo ano mergulha na dinâmica agora invertida entre Deborah Vance e Ava, explorando como o sucesso tardio e o reconhecimento crítico testam a lealdade de uma parceria construída no caos. A escrita continua afiada, entregando diálogos rápidos que desconstroem o etarismo e a cultura do cancelamento sem perder o coração da narrativa: a busca incessante por relevância em um mundo que descarta ídolos na mesma velocidade com que os cria.
O desempenho de Jean Smart atinge novos patamares de complexidade, permitindo que Deborah transite entre a diva intocável e a mulher que teme o próprio legado. Ao seu lado, Hannah Einbinder amadurece Ava de forma orgânica, transformando-a em uma força criativa que não mais apenas orbita Deborah, mas a desafia de igual para igual. Com uma produção visual impecável e um elenco de apoio que brilha em cada subtrama, esta temporada reafirma por que a série é uma colecionadora de prêmios. É uma despedida (ou evolução) agridoce que prova que a verdadeira comédia não vem apenas do tempo perfeito, mas das feridas que nos recusamos a fechar.
AMAZON PRIME
THE BOYS — TEMPORADA 5
Aventura / EUA
Classificação indicativa: 18 anos
Produtores executivos: Eric Kripke, Seth Rogen, Evan Goldberg, James Weaver, Neal H. Moritz, Pavun Shetty, Phil Sgriccia, Michaela Starr, Paul Grellong, David Reed, Meredith Glynn, Judalina Neira, Ken F. Levin e Jason Netter
Elenco: Karl Urban, Jack Quaid, Antony Starr, Erin Moriarty, Jessie T. Usher, Laz Alonso, Tomer Capone, Chace Crawford, Karen Fukuhara, Nathan Mitchell, Colby Minifie, Cameron Crovetti, Susan Heyward, Valorie Curry, Simon Pegg, Rosemarie DeWitt, Jeffrey Dean Morgan, Jensen Ackles e Daveed Diggs
The Boys chega à sua quinta e última temporada como uma das despedidas mais aguardadas e bem-sucedidas do streaming recente. O showrunner Eric Kripke entrega um capítulo final que, segundo a crítica especializada, supera todas as temporadas anteriores em peso emocional e ousadia narrativa — algo raro para séries que enfrentam a pressão do encerramento. A temporada final chegou com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, e a repercussão da crítica deixa claro que a série está encerrando sua história em alta. O universo distópico construído ao longo de 7 anos finalmente se consuma: O Capitão Patria controla os Estados Unidos através do terror fascista, aprisionando dissidentes em Campos da Liberdade, enquanto Butcher, Hughie, Annie e os Boys montam uma resistência desesperada contra probabilidades insuperáveis.
As análises destacam o tom mais sombrio e emocional da temporada, que encerra a história com uma abordagem mais intensa, com a costumeira violência explícita, humor ácido e críticas diretas às estruturas de poder. O criador Eric admitiu, às vésperas da estreia, que algumas das ideias que pareciam absurdas ao escrever os roteiros já se tornaram realidade — o que confere à série uma urgência política desconcertante. A série traz elementos como manipulação midiática, extremismo político e campos de detenção, criando paralelos que incomodam justamente por parecerem próximos demais da realidade. Uma conclusão brutal, inteligente e necessária.
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