Filmes no Cinema Hoje

Filmes no Cinema Hoje: Estreias de 5 de novembro de 2026

Divirta-se Cinema Noticias

Entre os filmes no cinema hoje, estão “Godzilla Minus Zero”, a aguardada continuação do vencedor do Oscar de efeitos visuais, “Cavalo Selvagem Nove”, a nova comédia sombria de Martin McDonagh com John Malkovich e Sam Rockwell, e “Feito Pipa”, de Allan Deberton, escolhido para representar o Brasil na disputa do Oscar 2027. A semana traz ainda a animação “O Gatola da Cartola”, com Bill Hader, “Klara e o Sol”, de Taika Waititi, com Jenna Ortega, e uma safra nacional forte com “Os Farofeiros 3”, “Assalto à Brasileira”, “Vicentina Pede Desculpas” e o terror “Nova Éden”. Confira todos os destaques de 5 a 11 de novembro de 2026.

GODZILLA MINUS ZERO

Ficção Científica / Ação / Terror (Japão): 16 anos

Direção: Takashi Yamazaki

Roteiro: Takashi Yamazaki

Elenco: Ryunosuke Kamiki (Koichi Shikishima), Minami Hamabe (Noriko Shikishima), Yuki Yamada (Shiro Mizushima), Sae Nagatani (Akiko), Hidetaka Yoshioka (Kenji Noda), Masami Nagasawa (Makoto Aoyama), Min Tanaka (Professor Kanji Murakami), Sakura Ando (Sumiko Ota), Kuranosuke Sasaki (Seiji Akitsu) e Munetaka Aoki

Produção: Kazuaki Kishida, Go Abe e Keiichiro Moriya (TOHO Studios / ROBOT)

Em 1949, dois anos depois do ataque que afundou o Japão no “negativo”, o ex-piloto kamikaze Koichi Shikishima vive em paz com a esposa Noriko e a filha adotiva Akiko, enquanto o amigo Noda comanda um novo departamento de resposta a desastres. O país mal começou a se reerguer quando uma nova ameaça surge, e o tempo para decidir o futuro da nação é curto. “Godzilla Minus Zero” é a continuação direta de “Godzilla Minus One” (2023), que rendeu ao Japão o primeiro Oscar de efeitos visuais da história e se tornou um fenômeno mundial. Takashi Yamazaki volta a acumular direção, roteiro e supervisão de efeitos, agora numa produção de 2 horas e 15 minutos pensada para telas IMAX. No Brasil, a distribuição é da SATO Company.

A estreia no Festival de Nova York foi recebida com entusiasmo, mas com uma ressalva recorrente: o filme é maior, e não necessariamente melhor, que o anterior. William Bibbiani, da TheWrap, o colocou entre as continuações mais ambiciosas e satisfatórias da franquia, elogiando a grandiosidade e a forma como a premissa absurda continua ancorada no sofrimento humano, mas achou a nova história mais boba, cheia de conveniências de roteiro e dependente do apego do público aos personagens do primeiro filme. Jeremy Mathai, do SlashFilm, descreveu as sequências de destruição como uma maravilha técnica e destacou o raro equilíbrio entre catástrofe e drama familiar, além da trilha de Naoki Satô, embora considere algumas tramas paralelas dispensáveis e lamente que Godzilla demore a aparecer de verdade. Programa obrigatório para os fãs do monstro, de preferência na maior tela possível.


CAVALO SELVAGEM NOVE

Comédia / Suspense / Policial (Reino Unido / EUA / Chile): 16 anos

Direção: Martin McDonagh

Roteiro: Martin McDonagh

Elenco: John Malkovich (Chris), Sam Rockwell (Lee), Steve Buscemi (MJ), Parker Posey (Marge), Mariana di Girolamo, Ailín Salas e Tom Waits

Produção: Graham Broadbent, Pete Czernin e Anita Overland (Blueprint Pictures / Film4 / Searchlight Pictures)

Chile, 1973, pouco antes do golpe que derrubou Salvador Allende. Dois agentes da CIA, o veterano Chris e seu pupilo Lee, são transferidos de Santiago pelo chefe MJ para a remota Ilha de Páscoa, numa missão que funciona como um teste de confiança entre eles. Enquanto revisitam passados sombrios e conspirações, Chris se aproxima de um grupo de estudantes rebeldes, o que pode colocar tudo a perder. “Cavalo Selvagem Nove” é o primeiro longa de Martin McDonagh desde “Os Banshees de Inisherin” e reúne o diretor novamente com Sam Rockwell, premiado com o Oscar por “Três Anúncios para um Crime”. É apenas o segundo filme a ser rodado na Ilha de Páscoa.

Exibido em Veneza, Toronto e San Sebastián, o filme foi muito bem recebido. David Jenkins, da Little White Lies, o definiu como uma dose revigorante de puro entretenimento que, de quebra, critica a política externa americana, e apontou o trabalho de Malkovich como talvez o melhor de sua carreira neste século, capaz de tornar simpático um personagem moralmente desprezível; sua única ressalva é que o filme “esconde demais o jogo” na primeira metade, guardando a melancolia e a reflexão histórica para o final. Monica Castillo, do site The A.V. Club, também destacou a química entre Malkovich e Rockwell nos diálogos rápidos e o elenco de apoio com Buscemi, Waits e Posey, comparando a amizade dos protagonistas à de “Na Mira do Chefe”, mas achou que algumas piadas e detalhes passam do ponto. Ideal para quem gosta do humor ácido e afiado de McDonagh. Na modesta opinião deste site, trata-se da melhor estreia desta semana.


O GATOLA DA CARTOLA

Animação / Aventura / Comédia (EUA): 6 anos

Direção: Alessandro Carloni e Erica Rivinoja

Roteiro: Alessandro Carloni e Erica Rivinoja (baseado no livro de Dr. Seuss)

Elenco (vozes originais): Bill Hader (o Gatola), Xochitl Gomez (Gabby), Tiago Martinez (Sebastian), Matt Berry (o Peixe), Quinta Brunson (Sherri), Giancarlo Esposito (Sr. Hoogeboom), America Ferrera (mãe de Gabby e Sebastian), Bowen Yang, Paula Pell e Tituss Burgess

Produção: Jared Stern e Daniela Mazzucato (Warner Bros. Pictures Animation / Dr. Seuss Enterprises / A Stern Talking To)

É impossível falarmos de tradição infantil americana sem mencionarmos o personagem criado por Theodor Geisel, mais conhecido como Dr. Seuss, e o que foi criado para ser uma ferramenta pedagógica em 1957, tornou-se um fenômeno editorial e parte do que é ser criança hoje nos EUA. Nesta mais recente empreitada do personagem Gatola, famoso por espalhar caos por onde passa, ele enfrenta o maior desafio da carreira no Instituto da Imaginação e da Inspiração: animar os irmãos Gabby e Sebastian, que não conseguem se adaptar à nova cidade. A missão pode ser a última chance de provar seu valor, e ele corre o risco de perder a cartola mágica. “O Gatola da Cartola” é a primeira animação longa da Warner Bros. Pictures Animation baseada na obra de Dr. Seuss e a primeira versão para o cinema do livro clássico de 1957 desde o filme com atores de 2003. A produção teve a estreia adiada algumas vezes até chegar às salas agora.

A crítica americana se dividiu. Kevin Finnerty, do ShowbizJunkies, considerou a dublagem de Bill Hader o ponto alto, com um Gatola mais caloroso e fácil de torcer do que as versões anteriores, e elogiou a animação visualmente deslumbrante, sobretudo dentro das caixas mágicas onde papéis velhos e brinquedos esquecidos ganham vida; sua ressalva é que o tom lembra mais “Monstros S.A.” e “Looney Tunes” do que os livros de Seuss. William Bibbiani, da TheWrap, foi bem mais duro: para ele, colocar o Gatola a serviço de uma burocracia cheia de lições banais dilui o espírito anárquico do livro, e o resultado, embora competente, é tão inofensivo que não deixa marca. Uma opção colorida para as férias das crianças, sem a ousadia do original.


KLARA E O SOL

Ficção Científica / Drama / Comédia (EUA / Reino Unido / Nova Zelândia): 12 anos

Direção: Taika Waititi

Roteiro: Dahvi Waller e Taika Waititi (baseado no romance de Kazuo Ishiguro)

Elenco: Jenna Ortega (Klara), Amy Adams (Chrissie), Mia Tharia (Josie), Aran Murphy (Rick), Natasha Lyonne (gerente da loja), Steve Buscemi (Capaldi), Rachel House (Melania) e Sophia Bryant-Taukiri (Sal)

Produção: David Heyman, Garrett Basch e Taika Waititi (Columbia Pictures / 3000 Pictures / Heyday Films / Spyglass Media Group)

Num futuro próximo, Klara é uma Amiga Artificial, uma robô criada para fazer companhia a adolescentes, que observa o mundo da vitrine de uma loja. Ela é comprada por Chrissie para a filha Josie, uma menina frágil que sofre de uma doença misteriosa. Ao perceber que a saúde da garota piora, Klara decide procurar uma cura por conta própria, enfrentando dilemas sobre amor, perda e o que significa ser humano. “Klara e o Sol” adapta o romance de 2021 do Nobel de Literatura Kazuo Ishiguro, autor de “Não Me Abandone Jamais”, e teve estreia mundial no Festival de Londres.

A recepção foi majoritariamente negativa. Jesse Hassenger, do The A.V. Club, considera Jenna Ortega o maior trunfo do filme, com uma atuação engraçada e expressiva, e reconhece a surpresa de transformar uma história triste numa ficção científica caprichosa, mas aponta um excesso de fofura e de ideias tratadas de forma desigual, uma Amy Adams desequilibrada pelas mudanças de tom e uma relação entre Klara e Josie que parece pular etapas. Olly Richards, da Time Out, acredita que Waititi nunca acerta o tom, misturando piadas bobas a um drama pouco desenvolvido, e que o filme ignora as perguntas sobre consciência e humanidade que fazem do livro algo tão marcante. Peter Bradshaw, do The Guardian, foi o mais severo e chamou o resultado de bagunça sentimental. Vale pela curiosidade de ver Ortega num papel diferente, mas quem amou o livro deve ajustar as expectativas.


FEITO PIPA

Drama (Brasil): 14 anos

Direção: Allan Deberton

Roteiro: André Araújo

Elenco: Yuri Gomes (Gugu), Teca Pereira (Dilma), Lázaro Ramos (Batista) e Georgina Castro

Produção: Deberton Filmes e Biônica Filmes

Numa cidade do sertão cearense castigada pela seca, Gugu, um menino queer de 11 anos, vive com a avó Dilma, que começa a dar sinais de Alzheimer. Com medo de ser obrigado a morar com o pai, Batista, um homem homofóbico, o garoto tenta esconder do mundo o avanço da doença. Rodado em Quixadá, no Ceará, “Feito Pipa” é o novo longa de Allan Deberton, diretor de “Pacarrete”, e foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o país na disputa por uma vaga no Oscar 2027 de Melhor Filme Internacional. A distribuição é da Paris Filmes.

O filme abriu a competição de longas brasileiros do 54º Festival de Gramado, onde emocionou a plateia e levou cinco prêmios: direção, atriz para Teca Pereira, ator coadjuvante para Lázaro Ramos, menção honrosa para o jovem Yuri Gomes e o prêmio do júri popular. Igor Natusch, do Jornal do Comércio, elogiou a direção sensível, a atuação memorável de Yuri Gomes, o equilíbrio entre drama e alívio cômico e o Batista de Lázaro Ramos, um pai complexo e imperfeito longe do vilão unidimensional; sua única objeção é a cena final do personagem, que soa como uma condenação dura demais diante de tudo o que o filme construiu. Para alguns críticos, o protagonista mirim e a força visual da obra estão entre os grandes destaques do cinema nacional no ano. Um dos filmes brasileiros mais importantes da temporada, imperdível.


OS FAROFEIROS 3

Comédia (Brasil): 12 anos

Direção: Roberto Santucci

Roteiro: Paulo Cursino

Elenco: Cacau Protásio (Jussara), Maurício Manfrini (Lima), Danielle Winits (Renata), Antônio Fragoso (Alexandre), Charles Paraventi (Rocha), Nilton Bicudo (Diguinho), Elisa Pinheiro (Vanete) e Aline Campos

Produção: Camisa Listrada, em coprodução com Globo Filmes e Telecine

Desta vez, o chefe Rocha resolve bancar o casamento da filha em San Martinez, uma ilha paradisíaca no Caribe, e convida os funcionários Alexandre, Lima e Diguinho, com as respectivas famílias, para uma viagem com tudo pago. O que deveria ser um passeio dos sonhos vira uma sucessão de confusões, conflitos familiares e segredos do passado. “Os Farofeiros 3” encerra a trilogia iniciada em 2018 e mantém a dupla Roberto Santucci e Paulo Cursino, responsável também pela franquia “Até que a Sorte nos Separe”.


ASSALTO À BRASILEIRA

Ação / Drama / Comédia (Brasil): 14 anos

Direção: José Eduardo Belmonte

Roteiro: L.G. Bayão

Elenco: Murilo Benício (Paulo), Christian Malheiros (Moreno), Robson Nunes (Barba), Paulo Miklos (Fonseca) e Matheus Macena

Produção: Marcelo Braga

Londrina, 1987, em plena crise econômica. Paulo, um jornalista recém-demitido, vai a uma agência bancária resolver pendências trabalhistas e acaba no meio de um assalto à mão armada com mais de 300 reféns. Farejando o maior furo da carreira, ele passa a ajudar os criminosos nas negociações com a polícia enquanto entrevista os reféns para sua reportagem, e parte da população lá fora começa a torcer pelos ladrões. “Assalto à Brasileira” se inspira no caso real do assalto ao Banestado, e o diretor José Eduardo Belmonte, de “Alemão” e “Uma Família Feliz”, condensou cerca de doze horas de acontecimentos num filme de 1 hora e 38 minutos.

O filme estreou no 58º Festival de Brasília, onde conquistou o prêmio de melhor longa pelo júri popular, além dos troféus de melhor ator para Murilo Benício e ator coadjuvante para Christian Malheiros, e também passou pela Mostra de São Paulo. Para alguns críticos, Benício é o grande destaque, equilibrando tensão, comédia e a malandragem do personagem, e os reféns roubam várias cenas com reações cômicas à situação absurda; a direção de arte e a fotografia recriam bem os anos 1980, e a mistura de suspense e humor combina com uma história em que a realidade superou a ficção. A principal ressalva recai sobre a trilha sonora, que poderia ser usada com mais ousadia para reforçar a comédia e a tensão. Uma boa surpresa do cinema nacional, que vale o ingresso.


VICENTINA PEDE DESCULPAS

Drama (Brasil): 12 anos

Direção: Gabriel Martins

Roteiro: Gabriel Martins

Elenco: Rejane Faria (Vicentina), Maíra Azevedo (Joana), Renato Novaes (Wesley/Bruno), Giovanni Venturini (Fred), Grace Passô (Isabel), Carlos Francisco (Antônio), Fábio Leal (Victor), Thalma de Freitas (Cleide), Flavio Bauraqui (Luiz), Bárbara Colen (Amélia) e Karine Teles

Produção: Thiago Macêdo Correia (Filmes de Plástico)

Em Belo Horizonte, um ônibus despenca de um viaduto e mata quase todos os passageiros, incluindo o motorista Wesley. Quando a investigação sugere que o acidente pode ter sido uma tentativa de suicídio, Vicentina, a mãe de Wesley, decide procurar as famílias das vítimas para pedir desculpas e tentar seguir em frente. “Vicentina Pede Desculpas” é o novo longa de Gabriel Martins, diretor de “Marte Um”, e chega a salas selecionadas antes de estrear na Netflix, em 20 de novembro. O filme foi o único brasileiro selecionado para o Festival de Toronto, competiu em San Sebastián, teve a estreia nacional no Festival do Rio e é o indicado brasileiro ao Goya de melhor filme ibero-americano.

André Guerra, do Diario de Pernambuco, aponta a atuação de Rejane Faria como o ponto mais alto do filme, com uma capacidade de gerar empatia que culmina num close final especialmente poderoso, e elogia a abertura impactante, o roteiro que evita romantizar a missão da protagonista e as participações de Fábio Leal, Carlos Francisco e Flavio Bauraqui, que trazem pontos de vista diferentes ao conflito. A ressalva é a estrutura episódica, que às vezes cai na repetição emocional, ainda que cada novo encontro revele uma camada diferente do luto de Vicentina. Um drama delicado e potente, para ver de preferência na tela grande.


NOVA ÉDEN

Terror (Brasil / Polônia): 16 anos

Direção: Aly Muritiba

Roteiro: Aly Muritiba, Henrique dos Santos e Alice Marcone

Elenco: Welket Bungué (Damião)

Produção: Muritiba Filmes, Grafo Audiovisual, Paramount Pictures e Mañana Films

Na década de 1920, o jovem padre negro Damião chega ao Sul do Brasil para catequizar uma vila de agricultores poloneses. Rejeitado pelos colonos, ele se aproxima de Cecília, uma mulher admirada por toda a comunidade, e aos poucos descobre que uma força sobrenatural sinistra controla a cidade. “Nova Éden” é o primeiro terror folclórico de Aly Muritiba, diretor de “Deserto Particular”, rodado no Paraná numa coprodução entre Brasil e Polônia. O protagonista é vivido por Welket Bungué, ator guineense de “Joaquim” e “Berlin Alexanderplatz”.

A proposta de unir o horror sobrenatural à história da imigração europeia no Sul do país e ao racismo enfrentado pelo protagonista faz de “Nova Éden” uma das apostas mais curiosas do gênero no cinema brasileiro deste ano. Para quem gosta de terror com atmosfera e subtexto.


GHOST SOLDIER

Ação (EUA): 14 anos

Direção: William Eubank

Roteiro: Chris Papasadero e Randall Wallace

Elenco: Jim Caviezel (Henry Fitzgerald), Olivia Thirlby, Garret Dillahunt, Shea Whigham, Beau Knapp, Alexej Manvelov e Ricky Whittle

Produção: David Zelon e William Sherak (Columbia Pictures / Mandalay Pictures)

Henry Fitzgerald é um ex-boina-verde e engenheiro especialista em sistemas de armas que vive numa comunidade rural do Wyoming. Quando uma poderosa corporação tenta tomar à força as terras e as propriedades dos vizinhos, ele decide enfrentá-la e proteger quem mora ali. “Ghost Soldier” marca o retorno de Jim Caviezel, de “A Paixão de Cristo” e “Som da Liberdade”, a um filme de ação, e tem roteiro coescrito por Randall Wallace, indicado ao Oscar por “Coração Valente”. A distribuição no Brasil é da Sony Pictures.

Ainda não há críticas publicadas sobre o filme. Pelo material de divulgação, a proposta é uma ação de vingança de um homem só contra todos, no espírito dos filmes do gênero dos anos 1980. Para os fãs de ação direta e sem rodeios.


NIGHT OF THE REAPER

Terror / Suspense (EUA): 16 anos

Direção: Brandon Christensen

Roteiro: Brandon Christensen e Ryan Christensen

Elenco: Jessica Clement (Deena Golding), Ryan Robbins (Xerife Rodney Arnold), Summer H. Howell (Emily Golding), Keegan Connor Tracy (Beth Talbot), Matty Finochio (Butch Cassidy), Max Christensen (Max Arnold) e David Feehan (o Ceifador)

Produção: Not the Funeral Home e Superchill

Depois da morte da irmã Emily, Deena volta à cidade natal para apoiar os pais e aceita cuidar do filho do xerife numa noite escura perto do Halloween. Enquanto isso, pistas estranhas sobre a morte de Emily e fitas VHS com o título “Night of the Reaper” começam a aparecer, ligando o caso a um antigo assassinato na cidade. Ambientado nos anos 1980, o filme de Brandon Christensen, diretor de “Z” e “Superhost”, foi lançado nos Estados Unidos em 2025 pela plataforma Shudder e chega aos cinemas brasileiros pela PlayArte.

A recepção da crítica de terror foi positiva. Robert W. Monk, do Flickering Myth, descreveu o longa como um suspense de clima noir e visual retrô que mistura investigação policial e slasher, com roteiro esperto, um bom manejo do mistério e das pistas falsas, ritmo bem dosado, trilha de sintetizadores eficiente e uma Jessica Clement carismática no papel principal; ele elogia ainda o fato de o filme não se apoiar demais na nostalgia dos anos 1980. Lloyd Farley, do Collider, também aprovou a forma como a história subverte expectativas, embora observe que ela exige alguma boa vontade do espectador, enquanto Cole Groth, do FandomWire, o viu como uma distração correta, com mistério e atmosfera suficientes para os fãs do gênero. Uma boa opção para quem curte slashers à moda antiga.


GEORGE MICHAEL: THE FAITH TOUR

Documentário / Show / Musical (Reino Unido): NÃO ENCONTRADO

Direção: Andy Morahan e David Austin

Roteiro: NÃO ENCONTRADO

Elenco: George Michael

Produção: David Austin, Lucie Avery, Rosie Holley e Philip Noel (George Michael Entertainment / Mercury Studios)

Imagine que lhe fossem dado dois tíquetes para uma máquina do tempo. Você seria transportado para 1988, mais especificamente para o “Palais Omnisports de Paris-Bercy”, nos dias 30 e 31 de maio daquele ano. E a única coisa que poderia fazer seria assistir a um show icônico de alguém que já se foi. Basicamente é esse o sentimento ao adentrarmos o cinema para assistir ao documentário “The Faith Tour”. No auge do sucesso do álbum “Faith”, George Michael fez dois shows no Palais Omnisports de Paris-Bercy, registrados por catorze câmeras em película de 35 mm. O material, considerado perdido por décadas e nunca lançado oficialmente, foi recuperado, restaurado e remasterizado para os cinemas. “George Michael: The Faith Tour” tem 1 hora e 53 minutos, inclui fotos inéditas de Herb Ritts e imagens de bastidores das gravações do clipe de “Faith”, e chega ao Brasil pela Universal Pictures.

As primeiras impressões da imprensa europeia, como a do site francês AVCesar, tratam o show como uma cápsula do tempo dos anos 1980 que lembra a voz e a presença de palco inegáveis do cantor, além da influência que ele ainda exerce sobre o pop atual. Para os fãs, uma chance única de ver o ídolo no auge, em tela grande e com som de cinema.