SEGREDO OBSCURO
País: Estados Unidos
Classificação Indicativa: 16 anos
Direção: Max Minghella
Roteiro: Max Minghella
Elenco: Elisabeth Moss, Kate Hudson, Kaia Gerber
Produção: Blank Tape e Automatik Entertainment
Misturando elementos de sátira social, suspense e horror corporal, a trama satiriza a obsessão contemporânea pelos padrões inalcançáveis da indústria da beleza e da eterna juventude. O enredo acompanha o cotidiano de uma celebridade veterana em declínio que decide recorrer a uma nova e misteriosa tecnologia estética de ponta para recuperar sua relevância no mercado, desencadeando consequências grotescas e assustadoras à sua volta.
Os veículos especializados destacam que o filme carrega uma energia absurdamente provocativa e bizarra, extraindo excelentes momentos de humor ácido a partir de situações completamente caóticas. O trabalho de atuação de Elisabeth Moss é amplamente elogiado por abraçar a transformação física e psicológica de sua personagem com total entrega e entrega visual. Embora o desfecho do roteiro divida opiniões devido à escalada intencionalmente exagerada e surreal que decide tomar no terceiro ato, o longa cumpre o seu papel de perturbar e instigar o debate crítico sobre a mercantilização do corpo e a crueldade do envelhecimento sob os olhos do público.
TOY STORY 5
País: Estados Unidos
Classificação Indicativa: Livre
Direção: Andrew Stanton e McKenna Harris
Roteiro: Andrew Stanton
Elenco: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack
Produção: Pixar Animation Studios e Walt Disney Pictures
A nova aventura da franquia leva Woody, Buzz e toda a turma a enfrentarem o maior rival moderno dos brinquedos tradicionais: as telas e os dispositivos eletrônicos. A narrativa foca no isolamento das crianças diante da tecnologia, forçando o grupo a criar planos criativos para reconectar os pequenos ao mundo analógico e lúdico da imaginação.
A crítica internacional elogia o retorno da saga ao destacar que, embora o quarto filme parecesse um encerramento definitivo, o roteiro consegue extrair frescor ao abordar uma dor contemporânea e urgente de forma inteligente e sensível. As piadas visuais mantêm o nível característico da Pixar, funcionando muito bem tanto para os pais quanto para a nova geração de espectadores. O desenvolvimento de novos personagens de tecnologia e a nostalgia sutil em torno dos brinquedos clássicos equilibram perfeitamente o tom emotivo e energético da animação, tornando o longa mais uma peça relevante e cativante dentro do universo mais valioso do estúdio.
QUINZE DIAS
País: Brasil
Classificação Indicativa: 14 anos
Direção: Daniel Lieff
Roteiro: Daniel Lieff e Paula Knudsen
Elenco: Miguel Lallo, Diego Lira, Débora Falabella
Produção: Gullane Entretenimento
Este sensível drama romântico nacional explora o amadurecimento e as complexidades de um relacionamento que nasce sob o peso do tempo limitado. A história foca no envolvimento afetivo entre dois jovens sob uma perspectiva moderna de pertencimento e descoberta, usando cenários urbanos cruciais para acentuar os dilemas internos e a necessidade de conexão que move os protagonistas em meio a desafios cotidianos.
Os avaliadores apontam que a produção se destaca por sua honestidade em retratar vulnerabilidades sem apelar para sentimentalismos exagerados ou clichês melodramáticos do gênero. As atuações da dupla central são intensas e trazem a naturalidade exata exigida pelo roteiro, com a dinâmica do elenco de apoio oferecendo um excelente contraponto dramático. O ritmo do filme consegue transitar de maneira eficaz entre instantes de doçura e momentos de forte esgotamento psicológico, resultando em um retrato afetuoso, marcante e profundamente honesto sobre a impermanência das relações e as escolhas que moldam a identidade na transição para a vida adulta.
A MORTE DE ROBIN HOOD
País: Estados Unidos e Reino Unido
Classificação Indicativa: 14 anos
Direção: Michael Sarnoski
Roteiro: Michael Sarnoski
Elenco: Hugh Jackman, Jodie Comer, Bill Skarsgård
Produção: Lyrical Media e Ryder Picture Company
Nesta releitura sombria do clássico mito britânico, acompanhamos um Robin Hood envelhecido, debilitado por anos de batalhas e vivendo no isolamento após um passado de glórias. Após ser gravemente ferido, o icônico herói é acolhido por uma misteriosa mulher que lhe oferece uma chance de redenção, forçando-o a confrontar os crimes de sua história e a brutalidade do reino em um acerto de contas final.
A imprensa especializada aclama a atmosfera densa imprimida pelo diretor, que afasta completamente o longa do tom de aventura de capa e espada tradicional. O roteiro escolhe focar muito mais na decadência física do protagonista e na desconstrução da lenda em si. Hugh Jackman entrega uma performance crua e fisicamente desgastante, que encontra excelente equilíbrio nas cenas divididas com Jodie Comer. Apesar de o andamento mais melancólico e reflexivo poder quebrar as expectativas daqueles que procuram uma produção repleta de ação ininterrupta, a obra triunfa ao construir um encerramento digno e realista para o personagem, abordando traumas e legados com extrema sobriedade.
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