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Lançamentos no Streaming – Destaques de 20 a 27 de abril de 2026

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NETFLIX

RACHANDO O BICO, COM KEVIN HART – Temporada 1

Reality Show / EUA – 16 anos

Direção / Produção: Bill Dixon, Liz Cook, San Heng e Jason Raff

Apresentação: Kevin Hart

Jurados: Keegan-Michael Key, Tom Segura, Kumail Nanjiani, Chelsea Handler e Nikki Glaser

A série, que ressuscita com personalidade própria o espírito do clássico Last Comic Standing, coloca aspirantes a comediantes standup em provas que reproduzem fielmente as etapas mais duras da carreira cômica: microfones abertos implacáveis, apresentações desastrosas, reescritas de roteiro sob pressão e a adrenalina dos grandes palcos. Sem filtros, sem censura e sem papas na língua, a série escancara a realidade caótica, hilária e imprevisível da vida de quem sobe no palco para fazer rir. Kevin Hart não funciona apenas como anfitrião, mas como mentor genuíno, trazendo sua própria trajetória de superação como referência constante.

O diferencial da produção está em seu formato inovador: a competição se desenrola ao longo de três semanas e culmina em dois episódios ao vivo na Netflix, onde o público de todo o mundo vota em tempo real para decidir o vencedor (que receberá seu próprio especial de stand-up na plataforma. Keegan-Michael Key, Tom Segura, Kumail Nanjiani, Chelsea Handler e Nikki Glaser aparecem como jurados especiais ao longo da série, garantindo um nível de análise cômica sofisticado e divertido. Uma celebração vibrante do humor e dos bastidores da comédia.

STRANGER THINGS – HISTÓRIAS DE 85 – Temporada 1

Aventura / EUA

Classificação indicativa: anos

Direção / Produção: The Duffer Brothers, Eric Robles

Elenco estrangeiro: Brooklyn Davey Norstedt (Eleven), Jolie Hoang-Rappaport (Max), Luca Diaz (Mike), Elisha “EJ” Williams (Lucas), Braxton Quinney (Dustin), Ben Plessala (Will), Brett Gipson (Hopper), Jeremy Jordan (Steve), Odessa A’zion (Nikki Baxter), Janeane Garofalo e Lou Diamond Phillips

O spinoff animado retorna a Hawkins no rigoroso inverno de 1985, posicionando-se cronologicamente entre as temporadas 2 e 3 da série original, e preenche com criatividade um capítulo que os fãs sempre quiseram ver. Os irmãos Duffer prometem que a produção vai evocar a sensação dos desenhos animados dos anos 80, e o resultado é uma obra que preserva com cuidado a identidade emocional da franquia: amizade, perigo real e o eterno charme sombrio de Hawkins. Sob o comando do showrunner Eric Robles, a animação abraça o formato com inteligência, sendo desenvolvida pelo estúdio Flying Bark Productions, responsável por trabalhos como “What If…?” e “O Despertar das Tartarugas Ninja“.

O grande diferencial está na liberdade que o formato animado concede à narrativa. Os criadores afirmam que a animação permite ir onde o live-action encontra limites físicos, abrindo espaço para criaturas com design mais ousado e cenas de ação ampliadas. A nova personagem Nikki Baxter, descrita como “os olhos da audiência” e interpretada por Odessa A’zion, funciona como ponte para novos espectadores sem alienar os fãs históricos. Para quem acompanhou a jornada de Hawkins desde 2016, a série é um presente nostálgico e bem realizado — um mergulho de volta ao coração da franquia.

SEM SALVAÇÃO

Aventura / EUA

Classificação indicativa: anos

Direção / Produção:

Elenco:

Sem Salvação chega à Netflix como uma das apostas britânicas mais perturbadoras e bem construídas do catálogo de 2026. A minissérie criada por Julie Gearey mergulha num universo sufocante — uma comunidade cristã isolada e controladora — e conduz sua protagonista Rosie, interpretada com intensidade e fragilidade por Molly Windsor, por uma jornada de ruptura que é ao mesmo tempo íntima e aterrorizante. A chegada do fugitivo Sam ao cotidiano aparentemente estável de Rosie funciona como uma faísca que ilumina tudo o que estava encoberto pela fé compulsória: a repressão, o silêncio e o aprisionamento disfarçado de devoção (alguém lembrou de “O Conto de Aia”?). A série aborda principalmente a emancipação feminina em meio a um contexto extremamente conservador, tocando em temas como fé, controle, repressão e despertar sexual.

O roteiro tem a inteligência de não oferecer respostas fáceis. À medida que o casamento de Rosie e Adam começa a ruir, Sam se apresenta como seu salvador — mas a questão central que a narrativa coloca é: onde reside o maior perigo, no culto ou em Sam? Essa ambiguidade moral é o coração pulsante da série, sustentada por atuações sólidas de Asa Butterfield num registro sombrio bem distante de sua persona em Sex Education, e pelos veteranos Christopher Eccleston e Siobhan Finneran, que emprestam peso e credibilidade ao universo opressor da trama. Uma produção densa, contida e difícil de largar.

HBO MAX

RASTRO DE OURO — Temporada 1, Episódio 1

Animação adulta / Argentina

Classificação indicativa: 16 anos

Direção: Daniel Duche

Elenco: Milhem Cortaz (voz de Fafner).

Rastro do Ouro chega à HBO Max e ao [adult swim] como um evento singular no cenário da animação latino-americana: a primeira série de animação para adultos produzida pela CN LA Original Productions, nascida na Argentina e com DNA inconfundivelmente provocador. Criada por Daniel Duche e produzida pelo estúdio Puño Robot, a série apresenta Fafner, um mercenário movido pela ambição que percorre um continente distópico em busca de rastros de ouro — e, ao longo do caminho, de fragmentos de si mesmo. O grande trunfo da produção é sua aposta corajosa: uma narrativa sem diálogos, utilizando animação dinâmica e trilha sonora para explorar temas como poder e moralidade, numa era em que a maioria das animações adultas depende excessivamente das palavras para existir.

O criador Daniel Duche aponta que a estrutura narrativa se baseia nas histórias em quadrinhos argentinas dos anos 80 e 90 — aquele modelo em que o personagem vai do ponto A ao ponto B, encontrando cidades e, em cada uma, uma reflexão própria — o que confere à série uma identidade cultural forte sem perder a escala universal. A voz interna de Fafner é traduzida pelo ator brasileiro Milhem Cortaz com uma performance grave e visceral que âncora emocionalmente o espectador em meio ao caos visual. Mais do que entretenimento, Rastro do Ouro é uma declaração de que a animação adulta latino-americana tem muito a dizer… e sabe “como” dizer sem precisar de uma única linha de diálogo.

REDE TÓXICA

Drama / EUA

Classificação indicativa: 16 anos

Direção: Uta Briesewitz

Elenco: Lili Reinhart (Daisy), Daniela Melchior, Jeremy Ang Jones, Josh Whitehouse, Tim Plester, Christiane Paul e Joel Fry.

Longe de ser apenas mais um suspense criminal, “Rede Tóxica” usa a rotina de uma moderadora de conteúdo de uma rede social para discutir o impacto emocional de um trabalho que exige contato diário com o pior da internet. Lili Reinhart deixa para trás sua persona mais jovial e entrega uma Daisy marcada pelo cansaço, pela paranoia e pela incapacidade crescente de separar o que vê na tela do que sente na vida. Quando ela se depara com um vídeo que parece registrar um crime real, o que era rotina vira obsessão.. e o teclado deixa de ser seu abrigo.

A diretora Uta Briesewitz, veterana das séries, adota uma abordagem contida e progressiva que favorece o desconforto emocional sobre os sustos fáceis. A trama avança em ritmo quase documental, reforçando que a violência digital produz feridas fora da tela. A crítica é dividida: há quem elogie a coragem temática e o desempenho de Reinhart, e quem aponte que o roteiro subutiliza seu potencial dramático, deixando o suspense em segundo plano. Daniela Melchior e Jeremy Ang Jones sustentam bem os papéis de apoio. Rede Tóxica se destaca justamente por tratar de um tema atual sem suavizar seu peso.

AMAZON PRIME

KEVIN – Temporada 1 – Episódio 1

Animação Adulta / EUA

Classificação indicativa: 18 anos

Direção : Joe Wengert

Elenco: Jason Schwartzman, Aubrey Plaza, Whoopi Goldberg, John Waters, Amy Sedaris, Gil Ozeri

A animação adulta “Kevin”, que estreou recentemente no Prime Video, utiliza uma premissa curiosa para explorar temas universais como identidade e recomeço. Ao acompanhar Kevin, um gato doméstico dublado com maestria por Jason Schwartzman, que decide “se divorciar” de seus donos humanos após a separação do casal, a produção subverte os clichês de animais falantes. O roteiro, co-criado por Aubrey Plaza, brilha ao transitar entre o humor ácido e momentos de vulnerabilidade real, transformando o abrigo de animais no Queens em um microcosmo das incertezas da vida adulta moderna.

Embora o ritmo possa oscilar entre piadas rápidas e uma melancolia reflexiva, a série acerta ao focar na química entre Kevin e seus novos companheiros de abrigo. A animação do estúdio Titmouse garante uma identidade visual vibrante que sustenta as situações absurdas, enquanto a trilha sonora original ajuda a ancorar a jornada emocional do protagonista. É uma obra que, sob a pele de uma comédia de humor pesado, entrega uma reflexão honesta sobre o que significa encontrar o seu lugar no mundo quando tudo o que você conhecia desmorona.


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