lançamentos no streaming

Lançamentos no Streaming – Destaques de 05 a 11 de janeiro de 2026

Divirta-se Streaming

NETFLIX

DELE & DELA (Série – Temporada 1)

Suspense Policial / EUA

Classificação indicativa: 14 anos

Elenco: Tessa Thompson, Jon Bernthal

Produção: Netflix

Dele e Dela chega ao catálogo da Netflix apostando em uma proposta simples, mas potencialmente poderosa: observar os relacionamentos contemporâneos a partir de dois pontos de vista que raramente coexistem de maneira equilibrada. A série parte da ideia de que todo caso de polícia é, na verdade, feito de dois pontos de vista diferentes, e é nesse atrito entre versões que encontra seu principal interesse dramático.

No calor abafado de Atlanta, Anna (Tessa Thompson) vive reclusa, afastada dos amigos e da carreira como âncora de telejornal. Ao saber de um assassinato em Dahlonega, a cidade pacata em que cresceu, ela se revigora e mergulha no caso em busca de respostas. Desconfiado do interesse de Anna, o policial Jack Harper (Jon Bernthal) a coloca na mira de suas investigações. Toda história tem dois lados, portanto, há alguém mentindo em Dele e Dela.

O roteiro evita caricaturas fáceis de gênero. Em vez de transformar “ele” e “ela” em arquétipos, Dele e Dela prefere explorar contradições emocionais: insegurança, desejo de controle, medo de amadurecer e a dificuldade de comunicar sentimentos num mundo acelerado.

Dele e Dela não reinventa o gênero policial, mas se destaca ao tratar uma investigação de assassinato como um campo de negociação constante, onde ninguém está totalmente certo — e ninguém está completamente errado. Para a Netflix, é mais uma aposta em histórias que refletem relações reais, imperfeitas e reconhecíveis.

HBO MAX

MARGARIDA, QUE SUA LENDA VALHA A PENA! (Novela – Temporada 1)

Suspense Policial / Argentina

Classificação indicativa:

Criação: Cris Morena

Direção: Mariano Aldañaz

Elenco: Mora Bianchi, Ramiro Ramiro Spangenberg, Isabel Macedo, María Del Cerro

Chega ao HBO Max uma aposta incomum dentro do catálogo da plataforma: uma novela (com forte identidade autoral, estrutura seriada longa e melodrama típico), pensada para dialogar tanto com o público tradicional do gênero quanto com uma audiência mais jovem e acostumada ao streaming.

Margarida é uma série que nasce do universo da clássica novela juvenil Floribella. A história acompanha Margarida (Mora Bianchi), filha de Florencia e Máximo Augusto, uma adolescente que cresceu sem saber quem realmente é nem de onde veio. Após um ataque ao castelo de Krikoragán, ela e seus dois irmãos foram afastados de suas origens e passaram a viver escondidos, longe de qualquer ameaça.

Criada sob o anonimato, Margarida passou toda a vida acreditando ser órfã e enfrentando a adolescência de forma solitária. Ainda assim, demonstrou desde cedo habilidades artísticas marcantes — um talento natural para cantar, dançar e atuar, herdado de sua mãe. Ao decidir se inscrever nas audições de um prestigiado centro artístico, Margarida não faz ideia de que esse passo a colocará no caminho mais próximo possível de sua verdadeira história e de sua família de origem.

MASTERCHEF EUA — Temporada 15

Reality culinário / EUA

Classificação indicativa: 10 anos

Criação: Franc Roddam

Jurados: Gordon Ramsay, Joe Bastianich, Aarón Sánchez

Produção: Endemol Shine, Warner Bros. Discovery

Chegar à 15ª temporada é um feito que poucos realities conseguem alcançar sem perder relevância, e MasterChef prova mais uma vez por que se tornou um dos programas culinários mais duradouros e respeitados da televisão brasileira. A nova temporada estreia no HBO Max mantendo a espinha dorsal que conquistou o público com suas competições intensas, emoção genuína e comida como linguagem universal (até mesmo para sentimentos). Gordon Ramsay mantém seu papel de mentor rigoroso e imprevisível, equilibrando críticas duras com momentos pontuais de incentivo.

DISNEY +

GREY’S ANATOMY – (Temporada 21)

Drama / EUA

Classificação indicativa: 14 anos

Criação: Shonda Rhimes

Produtora executiva: Meg Marinis

Elenco: Ellen Pompeo, Chandra Wilson, James Pickens Jr., Kevin Mckidd, Jesse Williams, Caterina Scorsone

Produção: ABC Films

Para Meg Marinis, a showrunner atual da série, não se trata de criar coisas novas, mas de “sustentar um legado“. Poucas séries na história da televisão conseguem chegar à 21ª temporada mantendo relevância cultural, uma base fiel de fãs e uma presença constante no debate pop. Grey’s Anatomy retorna ao Disney+ reafirmando exatamente isso: sua capacidade de se reinventar sem romper com o que a tornou um fenômeno global.

A nova temporada estreia com um tom que equilibra nostalgia e sobrevivência narrativa. O “Grey Sloan Memorial Hospital” continua sendo um espaço onde dramas médicos extremos convivem com conflitos emocionais íntimos — e onde decisões profissionais carregam consequências pessoais profundas. Mesmo após duas décadas, a série mantém sua força ao tratar temas universais: perda, amadurecimento, ética médica, relações de poder e pertencimento.

A 21ª temporada dá continuidade à fase mais madura da série, com foco em lideranças médicas consolidadas, novos residentes tentando provar seu valor e a constante sensação de que o hospital está sempre à beira de uma nova crise — institucional, emocional ou moral. O ritmo é mais contido do que nas temporadas iniciais, mas ganha densidade ao permitir que os personagens respirem, reflitam e lidem com as marcas deixadas por anos de decisões difíceis.

Visualmente e tecnicamente, Grey’s Anatomy segue eficiente, sem excessos. A direção aposta em uma linguagem clássica, funcional, que privilegia performances e diálogos. O texto continua sendo o coração da série — às vezes melodramático, às vezes excessivo, mas ainda capaz de emocionar quando acerta o tom.

É verdade que a longevidade cobra seu preço: algumas situações soam familiares demais, e o impacto de grandes reviravoltas já não é o mesmo. Ainda assim, a força de Grey’s Anatomy nunca esteve apenas no choque narrativo, mas na construção de vínculos entre personagens e público.

No fim, a 21ª temporada não tenta provar que a série ainda é jovem — ela assume sua idade, sua história e seu legado. E é justamente aí que encontra sua relevância: como um drama médico que cresceu junto com sua audiência.

TRON ARES (filme)

Ficção Científica / EUA

Classificação indicativa: 12 anos

Direção: Joachim Rønning

Roteiro: Jesse Wigutow

Elenco: Jared Leto, Greta Lee, Evan Peters, Jodie Turner-Smith, Cameron Monaghan.

Produção: Sean Bailey, Jeffrey Silver

Mais de uma década após Tron: Legacy, a Disney retorna ao universo digital que ajudou a moldar a ficção científica visual com Tron: Ares. O novo filme não tenta apenas resgatar a estética neon que tornou a franquia icônica; ele propõe um reposicionamento temático, trazendo a saga para um debate mais contemporâneo sobre inteligência artificial, identidade e a fronteira cada vez mais difusa entre o mundo físico e o digital.

Diferente dos filmes anteriores (centrados em humanos que adentram o universo virtual) Tron: Ares inverte a lógica. Aqui, a ameaça (ou promessa) nasce dentro do sistema e caminha em direção ao mundo real. Essa mudança de perspectiva confere ao longa um tom mais sombrio e reflexivo, menos aventureiro e mais existencial, alinhado às ansiedades tecnológicas do presente.

A presença de Jared Leto no papel-título imprime ao filme uma aura enigmática. Seu personagem não é exatamente um vilão clássico, mas uma entidade movida por propósito próprio, cuja existência levanta questões éticas e filosóficas. A narrativa aposta menos em explicações didáticas e mais em atmosfera — uma escolha que pode dividir o público, mas que reforça a identidade autoral do projeto.

Visualmente, Tron: Ares mantém o DNA da franquia: paisagens digitais estilizadas, jogos de luz e sombra, arquitetura impossível e um design sonoro pulsante. A direção opta por uma estética mais austera e menos exuberante que a de Legacy, sinalizando uma maturidade visual que acompanha o tom da história.

Se há um risco, ele está na ambição. Tron: Ares não parece interessado em agradar apenas pela nostalgia; ele quer expandir o universo e dialogar com temas complexos. Para fãs antigos, isso pode soar como distanciamento; para novos espectadores, como uma porta de entrada mais densa e atual.

Em essência, Tron: Ares se apresenta como um filme que entende que a maior ameaça tecnológica já não é a máquina — mas o que projetamos nela. Um retorno corajoso a uma franquia que sempre esteve à frente de seu tempo.

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É ASSIM QUE ACABA (filme)

Romance / EUA

Classificação indicativa: 14 anos

Direção: Justin Baldoni

Roteiro: Christy Hall, baseado no romance de Colleen Hoover

Elenco: Blake Lively, Justin Baldoni, Brandon Sklenar, Jenny Slate,
Hasan Minhaj, Amy Morton.

Produção: Wayfarer Studios, Saks Picture Company

Adaptar um best-seller de Colleen Hoover, sempre foi um desafio delicado. O romance conquistou leitores justamente por tratar, com sensibilidade e franqueza, temas difíceis como relacionamentos abusivos, trauma emocional e ciclos de violência — tudo isso envolto em uma narrativa romântica que, aos poucos, revela suas camadas mais duras. O filme chega ao Prime Video consciente desse peso e opta por uma abordagem emocionalmente direta, sem suavizar excessivamente seus conflitos centrais.

A história acompanha Lily Bloom, uma jovem que tenta reconstruir a própria vida enquanto lida com escolhas afetivas complexas. O longa acerta ao não transformar o romance em fantasia idealizada: o amor aqui é apresentado como algo contraditório, capaz de acolher e ferir ao mesmo tempo. A direção privilegia os momentos íntimos, os silêncios e os olhares, deixando que o impacto venha mais das emoções do que de grandes reviravoltas narrativas.

Blake Lively entrega uma protagonista vulnerável e resiliente, sustentando a jornada emocional do filme com equilíbrio. Justin Baldoni, além de dirigir, atua com contenção, evitando caricaturas e apostando em nuances — uma escolha essencial para que a história funcione sem maniqueísmo. Brandon Sklenar completa o triângulo emocional com uma presença que representa acolhimento e memória, funcionando como contraponto afetivo à tensão central.

Visualmente, o filme adota uma estética clássica, limpa, quase discreta. Essa opção pode parecer conservadora, mas ajuda a manter o foco na narrativa e nos dilemas emocionais. A trilha sonora surge de forma pontual, reforçando o tom dramático sem conduzir excessivamente o espectador.

É verdade que o longa pode dividir opiniões: leitores mais apaixonados podem sentir falta de maior profundidade em certos momentos, enquanto quem não conhece o livro pode achar o ritmo mais contemplativo. Ainda assim, É Assim Que Acaba cumpre sua missão principal — provocar reflexão e empatia, sem transformar uma história de dor em algo piegas.

No fim, o filme se destaca por tratar o amor não como promessa de salvação, mas como algo que exige coragem para ser interrompido quando deixa de ser seguro. Uma adaptação respeitosa, emocionalmente honesta e necessária.


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