lancamentos no streaming

Lançamentos no Streaming – Destaques de 26 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026

Divirta-se Streaming

NETFLIX

MIKE EPPS: SEM NOÇÃO

Comédia Stand up / Documentário / EUA

Classificação indicativa: 10 anos

Direção: Royale Watkins

Produção: Southpaw Productions

Mike Epps retorna à Netflix com seu quinto especial de stand-up, “Sem Noção”, um show que promete histórias hilárias sobre como a ilusão e muito esforço o transformaram em estrela, mas entrega resultados mistos. O comediante veterano tenta equilibrar humor contemporâneo com reflexões pessoais sobre sua trajetória, mas frequentemente tropeça no caminho.

O especial divide-se em duas metades distintas. A primeira parte apresenta um ritmo frenético, abordando superficialmente temas como ICE, Trump e as polêmicas envolvendo Diddy. A segunda metade transforma-se numa retrospectiva acelerada da carreira de Epps, desde suas origens na comédia até sua transição para o cinema, incluindo uma listagem quase exaustiva de filmes e colaboradores que beira a uma peça promocional descarada.

Embora Epps demonstre momentos genuínos de emoção ao relembrar como a comédia salvou sua vida após problemas com drogas, o especial peca pela inconsistência. O ritmo acelerado impede conexões mais profundas com o público, e algumas piadas sobre estereótipos e mulheres parecem ultrapassadas. O título “Sem Noção” finalmente faz sentido apenas nos momentos finais, quando Epps defende que todos devem abraçar a ilusão para alcançar seus objetivos – uma mensagem inspiradora, mas superficialmente executada.

TAKE THAT

Documentário Musical / Minissérie / EUA

Classificação indicativa: 16 anos

Direção: David Soutar

Elenco: Gary Barlow (entrevistas novas), Mark Owen (entrevistas novas), Howard Donald (entrevistas novas), Robbie Williams (material de arquivo) Jason Orange

A Netflix chega tarde à festa das boy bands com “Take That”, um documentário em 3 partes que estreou em 27 de janeiro de 2026, mas entrega um produto excessivamente higienizado e previsível. Dirigido por David Soutar (conhecido por “Bros: After the Screaming Stops”), a série documenta a ascensão meteórica, queda dramática e surpreendente retorno de uma das boy bands mais icônicas do Reino Unido, utilizando 35 anos de material de arquivo inédito.

Embora prometendo ser “profundamente pessoal e definitivo”, o documentário decepciona ao evitar temas controversos cruciais, como o escândalo fiscal de 2014 envolvendo Gary Barlow, Howard Donald e Mark Owen, ou os problemas pessoais de Owen. A série concentra-se fortemente na perspectiva de Barlow, transformando-se essencialmente em “Take That (Versão do Gary)”. Os depoimentos de Jason Orange e Robbie Williams são apenas material de arquivo, revelação que só acontece nos créditos finais – uma escolha questionável que frustra expectativas.

Para fãs dedicados, é uma viagem nostálgica agradável; já para quem busca revelações, é um retrato sanitizado que desperdiça seu potencial dramático.

BRIDGERTON (Temporada 4 – Parte 1)

Drama / EUA

Classificação indicativa: anos

Produção: Jess Brownell

Elenco: Luke Thompson (Benedict Bridgerton), Yerin Ha (Sophie Baek), Jonathan Bailey como Anthony Bridgerton (Visconde), Simone Ashley como Kate Bridgerton (Viscondessa) Nicola Coughlan como Penelope Bridgerton Luke Newton como Colin Bridgerton Hannah Dodd como Francesca Bridgerton Victor Alli como John Stirling (Conde de Kilmartin) Ruth Gemmell como Violet Bridgerton (Matriarca) Adjoa Andoh como Lady Danbury Golda Rosheuvel como Rainha Charlotte Claudia Jessie como Eloise Bridgerton Julie Andrews como Lady Whistledown (voz/narração) Polly Walker como Portia Featherington Martins Imhangbe como Will Mondrich Emma Naomi como Alice Mondrich.

A Netflix retorna à Regência londrina com a primeira parte da quarta temporada de “Bridgerton”, estreando em 29 de janeiro de 2026, e finalmente coloca Benedict Bridgerton sob os holofotes. Após três temporadas observando discretamente do canto do salão de baile, o segundo filho artístico da família Bridgerton assume o protagonismo numa história de amor inspirada em “Cinderela”, mas com muito mais profundidade e sensualidade do que o conto de fadas sugere.

A temporada inicia com o aguardado baile de máscaras de Violet Bridgerton, onde Benedict (Luke Thompson) conhece a enigmática Dama de Prata – na verdade Sophie Baek (Yerin Ha), uma criada disfarçada. A química entre Thompson e Ha é palpável desde o primeiro encontro, prometendo ser a temporada mais quente da série até o momento. A produção expande o universo Bridgerton ao explorar a divisão de classes de forma mais realista e menos glamourosa, trazendo uma mudança bem-vinda de ritmo e energia após quatro anos no ar. As primeiras reações da estreia em Paris foram entusiasmadas, com fãs elogiando o primeiro episódio como “insano”. Com quatro episódios iniciais totalizando aproximadamente 260 minutos de puro romantismo da Regência, esta primeira parte estabelece uma narrativa envolvente que equilibra fantasia e realidade, prometendo desmascarar não apenas identidades, mas também as convenções sociais da época.

HBO MAX

CHAPOLIN COLORADO

Comédia / Animação / México

Classificação indicativa: Livre

Direção: Mariano Aldañaz

Elenco: Roberto Gómez Bolaños, Carlos Villagrán, Ramón Valdés, Florinda Meza, Rubén Aguirre, Édgar Vivar, María Antonieta de las Nieves, Horacio Gómez Bolaños, Angelines Fernández

A disponibilização das temporadas clássicas na HBO Max faz parte de uma estratégia maior da plataforma para se tornar o lar oficial do universo Chespirito. Além do material clássico, a Warner já oferece a série biográfica “Chespirito: Sem Querer Querendo” lançada em 2025, que narra a vida de Roberto Gómez Bolaños, e a animação original “Chapolin e os Colorados” que estreou em 1º de janeiro de 2026. A plataforma também está desenvolvendo uma série dedicada ao Seu Madruga prevista para 2026, consolidando assim um acervo completo que celebra o legado do criador mexicano e seus personagens icônicos.

No aspecto técnico, a HBO Max investiu na preservação e qualidade do material histórico, oferecendo episódios restaurados digitalmente com qualidade de imagem significativamente aprimorada em relação às antigas exibições televisivas. Os assinantes brasileiros terão acesso tanto à dublagem clássica brasileira preservada, que marcou gerações e se tornou parte fundamental da experiência nostálgica, quanto ao áudio original em espanhol para aqueles que desejam apreciar as performances originais do elenco mexicano. Esta atenção aos detalhes garante que tanto fãs de longa data quanto novos espectadores possam desfrutar da série nas melhores condições possíveis de visualização.

O CAVALEIRO DOS SETE REINOS (Temporada 1, Episódio 2)

Drama Histórico / EUA

Classificação indicativa:

Produção: George R.R. Martin e Ira Parker

Elenco: Peter Claffey, Dexter Sol Ansell, Bertie Carvel, Daniel Ings, Danny Webb

Baseado nas novelas “Tales of Dunk and Egg” de George R.R. Martin, a série representa uma mudança radical de tom em relação aos seus predecessores épicos, substituindo dragões, batalhas colossais e conspirações políticas por uma história despretensiosa sobre amizade, honra e sobrevivência em tempos de paz relativa em Westeros.

A série acompanha Sir Duncan, o Alto (carinhosamente chamado de “Dunk”), um cavaleiro pobre e desajeitado interpretado com charme genuíno por Peter Claffey, e seu escudeiro Egg (Dexter Sol Ansell), um garoto calvo misteriosamente sábio além de seus anos. A química entre os dois protagonistas é irresistível, funcionando como um “buddy comedy” medieval que equilibra humor físico (incluindo uma memorável cena de diarreia nos primeiros cinco minutos) com momentos de sincera emoção. Diferente da crueldade implacável de “Game of Thrones” ou da grandiosidade de “House of the Dragon”, esta produção de seis episódios aposta na simplicidade, focando em personagens comuns tentando navegar um mundo onde a nobreza ainda detém todo o poder. Com 95% de aprovação no “Rotten Tomatoes” e elogios pela leveza refrescante, “O Cavaleiro dos Sete Reinos” prova que menor pode ser melhor – e que nem toda história em Westeros precisa terminar em tragédia.

DISNEY +

MAGNUM (Série – Temporada 1)

Drama / EUA

Classificação indicativa:

Direção : Shonda Rhimes

Elenco: Ellen Pompeo, Chandra Wilson, James Pickens Jr., Kevin Mckidd, Jesse Williams, Caterina Scorsone

A Marvel Television surpreende positivamente ao inaugurar 2026 com “Magnum” (Wonder Man), uma série que ousa se afastar das fórmulas convencionais do MCU para entregar algo genuinamente refrescante. Estreando em 27 de janeiro no Disney+ com todos os oito episódios disponíveis de uma só vez, a produção aposta numa abordagem mais intimista e autoral, focando nos bastidores da indústria do entretenimento em vez de batalhas épicas contra vilões cósmicos. A trama acompanha Simon Williams (Yahya Abdul-Mateen II), um ator em início de carreira que luta para sobreviver em Hollywood enquanto desenvolve poderes especiais que surgem justamente nos momentos de maior tensão emocional.

O grande trunfo da série está na dinâmica entre Simon e Trevor Slattery (Ben Kingsley), o ator veterano que retorna ao MCU após Homem de Ferro 3 e Shang-Chi. A química entre Abdul-Mateen II e Kingsley eleva o material, transformando o que poderia ser apenas mais uma origem de super-herói em uma comédia dramática sobre amizade, insegurança e segundas chances. Com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e elogios da crítica internacional, “Magnum” se consolida como uma das estreias mais bem-sucedidas da Marvel no streaming. A série funciona melhor quando abraça seu lado de sátira hollywoodiana inspirada em Shane Black, mas tropeça ao forçar conexões desnecessárias com o MCU através do Departamento de Controle de Danos. Ainda assim, é uma grata surpresa que prova que histórias menores e mais pessoais podem ser tão impactantes quanto sagas multiversais.

AMAZON PRIME

NA TERRA DE SANTOS E PECADORES

Drama / EUA

Classificação indicativa: anos

Direção / Produção: Robert Lorenz

Elenco: Liam Neeson, Kerry Condon, Ciarán Hinds, Jack Gleeson, Colm Meaney, Sarah Greene, Desmond Eastwood, Conor MacNeill, Niamh Cusack, Anne Brogan.

“Na Terra de Santos e Pecadores” chega ao Amazon Prime Video em 31 de janeiro como uma grata surpresa: traz Liam Neeson no elenco de um thriller de ação. Ambientado na Irlanda dos anos 1970, durante o período dos conflitos conhecidos como “The Troubles”, o filme acompanha Finbar Murphy, um ex-assassino de aluguel que busca redenção vivendo pacatamente numa remota vila costeira. Sua tranquilidade é interrompida quando terroristas do IRA, liderados pela implacável Doireann, chegam à cidade após um atentado que matou três crianças em Belfast.

Dirigido por Robert Lorenz, colaborador frequente de Clint Eastwood, o filme se distancia dos thrillers frenéticos convencionais de Neeson para oferecer algo mais contemplativo e dramático. A cinematografia de Tom Stern captura a beleza melancólica das paisagens irlandesas, conferindo ao filme uma atmosfera quase idílica. A produção foi elogiada no circuito americano por seu ritmo pausado, atuações sólidas do elenco irlandês (especialmente Kerry Condon como a vilã) e pela abordagem madura sobre violência, culpa e redenção. Embora não reinvente a roda, “Na Terra de Santos e Pecadores” se destaca como um dos melhores trabalhos recentes de Neeson, equilibrando ação com profundidade emocional genuína. Porque vamos ser sinceros, quando Neeson tem mais tempo para ser ator e menos tempo estourando o maxilar dos outros, o resultado é sempre mais interessante.

PEQUENAS CARTAS OBSCENAS (filme)

Drama Histórico / Reino Unido / França

Classificação indicativa: 14 anos

Direção: Thea Sharrock

Elenco: Olivia Colman, Jessie Buckley, Anjana Vasan, Timothy Spall, Gemma Jones, Malachi Kirby, Hugh Skinner, Lolly Adefope, Eileen Atkins, Joanna Scanlan, Alisha Weir, Jason Watkins

Produção: Blueprint Pictures, South of the River Pictures, StudioCanal, Film4 Productions, People Person Pictures

“Pequenas Cartas Obscenas” chega ao Amazon Prime Video em 27 de janeiro como uma comédia dramática britânica que transforma um escândalo real dos anos 1920 em entretenimento deliciosamente subversivo. Baseado nas infames “Littlehampton Letters”, o filme acompanha duas vizinhas de perfis opostos na cidade costeira de Littlehampton: a devota e reprimida Edith Swan (Olivia Colman) e a irreverente migrante irlandesa Rose Gooding (Jessie Buckley). Quando cartas anônimas recheadas de obscenidades involuntariamente hilárias começam a chegar aos moradores, Rose se torna a principal suspeita, enfrentando julgamento público e risco de perder a guarda da filha.

Dirigido por Thea Sharrock (Como Eu Era Antes de Você), o filme brilha ao equilibrar humor ácido com crítica social perspicaz sobre emancipação feminina e hipocrisia moral. A química entre Colman e Buckley é magnética – a primeira trazendo nuances cômicas à sua personagem conservadora, enquanto a segunda rouba a cena como a espirituosa Rose. O roteiro de Jonny Sweet constrói um mistério que, embora previsível, funciona como veículo para explorar como mulheres da época desafiavam convenções sociais. Com produção impecável que recria a Inglaterra dos anos 1920 e um elenco de apoio excepcional, especialmente Anjana Vasan como a policial Gladys Moss, “Pequenas Cartas Obscenas” é uma experiência cinematográfica charmosa que equilibra risadas com reflexões sobre justiça, preconceito e a força das mulheres unidas contra a opressão.

DUPLA PERIGOSA (Temporada 1)

Aventura / EUA

Classificação indicativa: 16 anos

Direção: Ángel Manuel Soto

Elenco: Jason Momoa, Dave Bautista

“Dupla Perigosa” estreia no Amazon Prime Video em 28 de janeiro como uma comédia de ação que aposta na química entre dois gigantes de Hollywood: Jason Momoa e Dave Bautista. O filme acompanha Jonny e James, meios-irmãos afastados há anos que são forçados a se reencontrar após a morte misteriosa do pai no Havaí. Enquanto investigam o caso, segredos enterrados ressurgem e uma conspiração perigosa ameaça destruir o que resta de sua família.

Dirigido por Ángel Manuel Soto (Besouro Azul), o longa funciona melhor nos momentos em que explora a dinâmica entre os protagonistas – Momoa trazendo sua habitual energia irreverente e Bautista entregando o contraponto disciplinado. A amizade real entre os atores se traduz em autenticidade nas cenas de ação e nos momentos de humor. O roteiro de Jonathan Tropper equilibra pancadaria e comédia enquanto aborda temas como fraternidade, redenção e masculinidade, ainda que de forma previsível. Ambientado nas vibrantes ruas havaianas, “Dupla Perigosa” não reinventa a fórmula do gênero “buddy cop”, mas entrega entretenimento sólido graças ao carisma de seu elenco. É o tipo de filme que sabe exatamente o que é: diversão descompromissada para quem busca ação, risadas e a satisfação de ver dois pesos-pesados arrebentando tudo pelo caminho.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *