A EMPREGADA
Suspense – EUA
Direção: Paul Feig
Roteiro: Rebecca Sonnenshine
Elenco: Sydney Sweeney, Amanda Seyfried, Brandon Sklenar
Produção: Lionsgate Films
Esse é um thriller psicológico que revive com estilo e um toque de exagero os suspense melodramáticos que dominaram os cinemas no final dos anos 90, mas com um toque moderno e polido. O ponto de partida é simples: Millie (Sydney Sweeney), uma jovem com passado complicado, aceita um emprego como empregada doméstica na imponente casa da família Winchester. O que parecia ser uma chance de recomeçar rapidamente se transforma em um jogo perigoso de manipulação, desejos ocultos e segredos perturbadores.
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A direção de Paul Feig traz à tela uma narrativa que equilibra momentos de tensão com cenas mais estilizadas e provocativas. O filme flerta com clichês do gênero — como casas impecáveis que escondem caos interno — mas consegue mantê-los interessantes graças ao ritmo e às reviravoltas. Amanda Seyfried se destaca em um papel intenso e excêntrico como a senhora da casa, entregando uma performance que frequentemente rouba a atenção, enquanto Sydney Sweeney constrói sua personagem de forma menos consistente, mas ainda assim envolvente.
No geral, The Housemaid é um thriller que sabe divertir e surpreender de vez em quando, mesmo quando segue caminhos previsíveis. Ele pode não reinventar o gênero, mas oferece uma experiência cinematográfica palatável, com atuações fortes e uma atmosfera carregada de ambiguidade e tensão. É um filme que agrada quem gosta de mistério com pitadas de drama e sensualidade, e que funciona bem tanto para fãs do livro original (o best seller de Freida McFadden) quanto para quem procura uma história cheia de voltas e reviravoltas neste fim de ano.
JOVENS MÃES
Drama – Bélgica/França
Direção: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
Roteiro: Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
Elenco: Babette Verbeek, Elsa Houben, Janaïna Halloy Fokan
Produção: Les Films du Fleuve
Jovens Mães é um drama intenso e envolvente que mergulha de forma sensível na vida de várias adolescentes enfrentando a maternidade em um abrigo na cidade de Liège, na Bélgica. Dirigido pelos renomados irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, o filme revela, com naturalidade e humanidade, os desafios diários dessas jovens que tentam cuidar de seus filhos enquanto lida com incertezas emocionais e sociais.
O longa adota um estilo quase documental — marca registrada dos Dardenne — o que reforça a sensação de proximidade com as personagens. A narrativa não gira tanto em torno de grandes acontecimentos, mas sim do processo emocional de cada protagonista, acompanhando escolhas difíceis, medos e pequenos momentos de esperança. A tensão não está apenas na rotina exaustiva de cuidar de um bebê, mas na busca interior de cada uma em encontrar estabilidade, apoio e um futuro possível.
Embora o tema possa parecer pesado, Jovens Mães equilibra seus tons com uma abordagem humana e empática, evitando melodrama e estereótipos fáceis. Há um fio de otimismo que atravessa a história, mesmo diante de problemas como abandono, pobreza e relações familiares complicadas. O resultado é um retrato tocante e realista da maternidade precoce, que consegue emocionar sem manipular e provocar reflexão sobre apoio social (ou a falta dele), resiliência e crescimento.
SE EU TIVESSE PERNAS, TE CHUTARIA
Drama / Comédia – EUA
Direção: Mary Bronstein
Roteiro: Joachim Trier, Eskil Vogt
Elenco: Rose Byrne, Helen Hong, Josh Pais
Produção:
Esse longa centra sua narrativa na personagem Linda (Rose Byrne), uma mãe e psicóloga cujo cotidiano se transforma em uma espiral de ansiedade e sobrecarga emocional. Por quê?
Porque a história de Linda é dolorosamente reconhecível: sua filha pequena sofre de um problema alimentar severo que a obriga a depender de uma sonda para se alimentar à noite, enquanto seu marido (Christian Slater) passa longos períodos fora a trabalho, deixando-a sozinha para enfrentar uma rotina exaustiva. Quando um cano estoura no apartamento e a força a morar em um motel precário com a filha, a pressão só aumenta. Vamos botar na conta seus pacientes exigentes, um terapeuta que a trata com frieza (interpretado por Conan O’Brien) e o sentimento esmagador de não ter com quem contar de verdade. Há quem compare esse filme com outro clássico da ansiedade: Requiém para um Sonho, filme de Darren Aronofski, mas centrado na tarefa hercúlea de ser mãe e pai ao mesmo tempo.
Visualmente, o filme cria uma sensação quase sufocante: a câmera costuma ficar muito próxima ao rosto de Linda, como se não permitisse que o espectador se afastasse de seus pensamentos e ansiedade, e a escolha de quase nunca mostrar o rosto da filha até cenas finais intensifica ainda mais esse efeito — focando a narrativa no impacto psicológico da experiência, e não apenas nos eventos em si.
A atuação de Rose Byrne é frequentemente citada como o núcleo dessa obra — ela dá vida a uma personagem esgotada, frágil e incrivelmente humana, cuja luta diária se torna palpável. Enquanto em alguns momentos encontramos um humor negro refinado, o filme não é leve: ele vai fundo na tensão e naquele desconforto que muitos pais vão reconhecer, transformando a tela em algo quase físico, como se estivéssemos dentro da mente de alguém constantemente à beira de explodir.
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